Qual o futuro da música eletrônica?
Será que é possível adivinhar qual o próximo gênero que dominará o mercado brasileiro e mundial da música eletrônica?
Todos os tipos de entretenimento e mercado passam por momentos de instabilidade e constante mudança. Dentro da música, nós sabemos que não é diferente. Muito menos no gênero da eletrônica.
Ao longo do tempo, os ouvintes e amantes dos espetáculos musicais percebem a influência que os artistas tomam em suas carreiras. Sejam elas por motivos de dinheiro, influências por outros artistas, inspirações interiores, dentro outros tantos motivos, os artistas mudam. O "som" daquele artista muda. Os projetos que são feitos são todos baseados em um estilo de som e "assinatura" dos respectivos produtores.
Legiões de fãs que acompanham a vida de seus ídolos nos shows e redes sociais, são as primeiras partes a serem "afetadas" com a mudança de estilo musical. Todo o tipo de reação acontece quando os gênero eletrônico é mudado pelo artista. Muitos ficam decepcionados quando percebem essa mudança, acreditando que um artista pode ficar "para sempre" com o mesmo estilo. Outros fãs apoiam incondicionalmente seus ídolos e todo o tipo de mudança, desde que o artista esteja feliz. Muitas das percepções são vistas nessas mudanças musicais.
Um exemplo fortíssimo dessa mudança foi vista no Dj Tiësto. O holandês que era visto como uma lenda do gênero Trance, foi um dos primeiros a perceber que o gênero tinha perdido muita força. Por volta de 2012, o artista começou a se aproximar do House - EDM (eletronic dance music) - Big Room. Ele afirma em algumas entrevistas para a DJ Mag que mudou de estilo para poder influenciar novos produtores. Porém, naquele mesmo ano, os fenômenos Swedish House Mafia e Avicii lançavam seu destaques, respectivamente "Don't you worry child" e "Levels". Podemos afirmar que esses hits mudaram os rumos da eletrônica e possivelmente, Tiësto percebeu que se não se reinventasse, poderia cair no esquecimento.
O primeiro vídeo temos Tiësto em sua vertente de origem, o trance, com a música Lethal Industry (lançada em 2001, mas o vídeo é de 2008)
Já nesse segundo vídeo, vemos o holandês com a sua produção no estilo EDM, Red Lights (vídeo e lançamento de 2014)
A música eletrônica passou por um período fértil de popularidade e sucesso de 2012 até meados de 2015. No ano de 2015, o EDM (gênero que dominava o período nos 3 últimos anos) começou a perder muita força pelo mundo. No Brasil, não foi diferente.
O gênero do Deep-House começou a tomar forma pelo mundo. O Brazilian Bass (como foi apelidado por pessoas de fora do Brasil e depois assumido como o nome) começou a ser ouvido nas pistas de dança e festivais. Os principais produtores da cena brasileira são Alok e Vintage Culture. Eles foram aos poucos ganhando nome e sendo conhecidos pelo Brasil inteiro e internacionalmente. Vale ressaltar que pode se considerar o Brazilian Bass como uma vertente do Deep-House.
Essa é uma das primeiras músicas do Deep-House que teve real sucesso. Produzida em 2015 por Vintage Culture. O nome? Eyes.
Por causa da crise financeira no Brasil em 2014/2015, diversos organizadores de shows e produtores de eventos não conseguiam arcar com a vinda de nomes internacionais. Foi um momento quase que "perfeito" para os produtores nacionais ganharem mais destaque nos festivais e eventos pelo país. E a onda não parou naquele ano de 2015. Em 2018, temos diversos nomes que foram vingando aos poucos, e que hoje podemos considerar fenômenos da cena nacional. Exemplos? Cat Dealers, KVSH, Illusionize, Chemical Surf, Dubdogz, entre tantos outros.
Após 3 anos de grandes sucessos, muitos shows e momentos históricos, parece que o caminho da música eletrônica começa a tomar novos rumos quanto ao gênero de sucesso. Isso é o que Felippe Senne, dono da Hub Records, selo oficial de música eletrônica da Sony Music no Brasil, acredita e prevê como tendência de mercado. Segundo ele, o gênero do Brazilian Bass é como um ônibus cheio que ninguém consegue entrar mais, porém ainda insiste em entra-lô. Como uma pessoa do mercado que divulga, produz e incentiva, ele tem poder para dizer essa informação. Os produtores (ainda desconhecidos) enviam a ele diariamente, "tracks" com o mesmo estilo, quase que copiando os atuais djs da cena brasileira. Ele entende que o Braz Bass está saturado. Segundo ele, a aposta para o qual o gênero que irá despontar, está mais próxima do que imaginamos. O próximo gênero já é chamado de Nu House. Como ele explica, essa é uma vertente do House/Techno House. Os maiores exemplos que já fazem sucesso fora do país são o australiano Fisher e o inglês Chris Lake.
Um dos grandes sucessos de Fisher é Losing it
A dupla brasileira Evokings já começou a se inspirar nesses dois nomes internacionais. Após os brasileiros mudarem toda a sua imagem visual, o estilo musical parece que tomou outro rumo também.O gênero do Deep-House começou a tomar forma pelo mundo. O Brazilian Bass (como foi apelidado por pessoas de fora do Brasil e depois assumido como o nome) começou a ser ouvido nas pistas de dança e festivais. Os principais produtores da cena brasileira são Alok e Vintage Culture. Eles foram aos poucos ganhando nome e sendo conhecidos pelo Brasil inteiro e internacionalmente. Vale ressaltar que pode se considerar o Brazilian Bass como uma vertente do Deep-House.
Essa é uma das primeiras músicas do Deep-House que teve real sucesso. Produzida em 2015 por Vintage Culture. O nome? Eyes.
Por causa da crise financeira no Brasil em 2014/2015, diversos organizadores de shows e produtores de eventos não conseguiam arcar com a vinda de nomes internacionais. Foi um momento quase que "perfeito" para os produtores nacionais ganharem mais destaque nos festivais e eventos pelo país. E a onda não parou naquele ano de 2015. Em 2018, temos diversos nomes que foram vingando aos poucos, e que hoje podemos considerar fenômenos da cena nacional. Exemplos? Cat Dealers, KVSH, Illusionize, Chemical Surf, Dubdogz, entre tantos outros.
Após 3 anos de grandes sucessos, muitos shows e momentos históricos, parece que o caminho da música eletrônica começa a tomar novos rumos quanto ao gênero de sucesso. Isso é o que Felippe Senne, dono da Hub Records, selo oficial de música eletrônica da Sony Music no Brasil, acredita e prevê como tendência de mercado. Segundo ele, o gênero do Brazilian Bass é como um ônibus cheio que ninguém consegue entrar mais, porém ainda insiste em entra-lô. Como uma pessoa do mercado que divulga, produz e incentiva, ele tem poder para dizer essa informação. Os produtores (ainda desconhecidos) enviam a ele diariamente, "tracks" com o mesmo estilo, quase que copiando os atuais djs da cena brasileira. Ele entende que o Braz Bass está saturado. Segundo ele, a aposta para o qual o gênero que irá despontar, está mais próxima do que imaginamos. O próximo gênero já é chamado de Nu House. Como ele explica, essa é uma vertente do House/Techno House. Os maiores exemplos que já fazem sucesso fora do país são o australiano Fisher e o inglês Chris Lake.
Um dos grandes sucessos de Fisher é Losing it
O lançamento recente de In the Air Tonight já deixa isso bem explícito.
Os próximas passos de qualquer sucesso são difíceis de se prever. Dentro do meio musical, essa dificuldade fica um pouco mais fácil por ser um processo de transição gradual. Os gêneros não param de fazer sucesso do nada, eles vão se desgastando aos poucos. Da mesma forma, os novos gêneros não viram grandes sucessos da noite para o dia. Tudo leva tempo. E só o tempo irá dizer qual será o próximo estilo de sucesso da cena eletrônica nacional/internacional.
E você, tem algum palpite do próximo sucesso? Não deixe de manifestar sua opinião no campo dos comentários!
E você, tem algum palpite do próximo sucesso? Não deixe de manifestar sua opinião no campo dos comentários!
Comentários
Postar um comentário